
A ação contou com um efetivo total de 41 servidores da Seops
(Secretaria da Ordem Pública e Social) e da DCPim (Delegacia de Combate
aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial). Os produtos ilegais foram
recolhidos em 20 bancas.
Pelo menos duas eram instaladas de forma
improvisada no corredor entre os blocos A e B da Feira dos Importados. O
restante dos boxes encontra-se no bloco B.
De acordo com o diretor operacional da Seops, Ricardo Soares, a
intenção do Comitê de Combate à Pirataria é acabar com a falsificação
nas feiras públicas e privadas, a fim de inseri-las na legalidade. Os
presos, entre eles quatro mulheres e sete homens, seguiram para a sede
da DCPim, onde prestaram depoimento. Três deles são donos de pelo menos
duas bancas.
Eles foram liberados após assinar um termo circunstanciado e autuados
por contrafação de marcas. A pena varia entre um e três meses de prisão,
que pode ser revertida em multa.
A DCPim deve, ainda, encaminhar à Polícia Federal as cópias das
ocorrências com a relação dos estrangeiros orientais detidos durante a
operação. A ação pretende verificar a situação deles no país e pode
haver, inclusive, impedimento para a renovação da permanência em
território nacional.
Segundo o delegado-chefe da DCPim, Luiz Henrique Sampaio, o objetivo é
estender as operações com alvo nos óculos falsificados a outros blocos
da feira.
— Monitoramos constantemente os setores do centro comercial. Com isso,
já reduzimos em mais de 90% o número de bancas especializadas em mídias
piratas. Agora, vamos partir para alcançar o mesmo resultado no que diz
respeito a outros produtos.
Estatísticas
Com a operação desta quinta-feira, chega a 72.419 o número de óculos
apreendidos na Feira dos Importados do SIA e 43 feirantes presos este
ano. Se forem somados todos os produtos recolhidos no centro comercial,
as operações conjuntas entre a Seops e a DCPIM conseguiram apreender
242.256 itens e prender 110 pessoas envolvidas com a pirataria, em 48
operações.