
O lago existiu próximo à Cratera de
Gale, local em que a sonda aterrissou em 2012.
A formação tem
aproximados 150 quilômetros de diâmetro e surgiu após o impacto de um
asteroide há, pelos menos, 3,5 bilhões de anos.
Segundo a Nasa, o
Curiosity encontrou amostras de rochas sedimentares que indicam que o
lago existiu na cratera por "dezenas (senão centenas) de milhares de
anos".
Suas águas provavelmente tinham pH relativamente neutro,
baixo nível de salinidade e exibiam elementos-chave em termos
biológicos, como carbono, hidrogênio, oxigênio, enxofre, nitrogênio e
fósforo.
Para os pesquisadores envolvidos na expedição da sonda
ao planeta vermelho, a presença desses elementos tornava o lago apto a
abrigar uma grande gama de micro-organismos procariontes (organismos
majoritariamente unicelulares e que não têm material genético delimitado
por membrana).
Micróbios do tipo quimiolitoautotrófico são
capazes de desintegrar rochas e outros minerais para obter energia —na
Terra, são comumente encontrados em cavernas, por exemplo.
Agora, a missão do robô é buscar por fósseis moleculares no planeta
vermelho. "Nossa missão está mudando", diz o cientista do projeto
John Grotzinger, do Istituto de Tecnologia de Califórnia (Caltech) em
Pasadena. "Nós estamos começando a mapear um passo adiante, um jeito de
procurar deliberadamente por material orgânico".
Expedição bilionária
Ao completar, em agosto, um ano de seu pouso em Marte, a Curiosity
(cujo tamanho se aproxima ao de um carro de passeio) já havia percorrido
mais de 1,6 quilômetro, feito mais de 36.700 imagens e disparado 75 mil
pulsos de laser para analisar rochas e solo, segundo estimativas da
Nasa.
A expedição ao planeta vermelho já custou US$ 2,5 bilhões à agência espacial dos Estados Unidos.
Do UOL