O Reservatório Elevado de Ceilândia, conhecido como
Caixa D’Água da Ceilândia, foi reconhecido e tombado patrimônio
histórico do Distrito Federal, segundo o Decreto 34.845, publicado nesta
terça (19) no Diário Oficial do DF.
A edificação é uma das primeiras da cidade e foi ao
redor dela que Ceilândia foi construída. Com o tombamento, a memória da
construção é preservada.
“A Caixa D´Água é um ícone da memória da construção
de Ceilândia. Quando fomos procurados pela comunidade, acatamos o
pedido, fizemos uma pesquisa e consideramos que é uma grande vitória
para os moradores da cidade esse tombamento”, declarou o secretário de
Cultura do DF, Hamilton Pereira.
O pedido da comunidade para o tombamento do local foi
feito em 2011. Naquele ano, a Secretaria de Cultura fez a pesquisa,
entrevistas, levantamento da história do reservatório e encaminhou ao
Conselho de Cultura um parecer a favor do tombamento. Em 2012 o conselho
discutiu e acatou o pedido, que foi encaminhado ao governador Agnelo
Queiroz.
A Secretaria de Cultura não fez nenhum investimento
financeiro para o tombamento. A pasta foi responsável apenas pelo
processo administrativo.
Manutenção
O tombamento da Caixa D´Água garante a manutenção da história do local. O que é tombado é o prédio do reservatório.
A Caixa D´Água continuará sendo usada para essa finalidade e sob responsabilidade da Caesb, que é a proprietária do bem.
O local é o único patrimônio tombado de Ceilândia. A
Casa do Cantador, edificação do arquiteto Oscar Niemeyer na cidade que
neste momento passa por processo de restauração, está em processo de
tombamento, mas por ser uma obra de Niemeyer, a SECULT está tratando do
tema diretamente com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (Iphan).