
A Comissão Municipal da Verdade de São Paulo concluiu que não restam
dúvidas de que o ex-presidente da República Juscelino Kubitschek, morto
em um acidente de carro em 1976, foi assassinado pela ditadura militar.
Amanhã (9), o vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da comissão,
apresentará relatório que, de acordo com ele, contém mais de 90 provas e
indícios de que JK foi vítima de um atentado planejado pelos militares
em 22 de agosto de 1976, quando o ex-presidente viajava pela rodovia
Presidente Dutra, perto do município de Resende (RJ).
"Não temos dúvida de que Juscelino Kubitschek foi vítima de conspiração, complô e atentado político", disse Natalini.
O documento baseia-se nos depoimentos de ao menos quatro testemunhas à
Comissão da Verdade da cidade de São Paulo, entre elas Josias Nunes de
Oliveira, motorista do ônibus Cometa que bateu contra o Opala dirigido
pelo ex-presidente.
Testemunhas dizem que JK foi assassinado
Em 1964, com o golpe militar, Juscelino perdeu o mandato de senador por Goiás e teve direitos políticos suspensos.
Em 1966, JK tentou organizar uma frente pela redemocratização do país,
junto com Carlos Lacerda e João Goulart, mas não voltou mais ao poder.
Afastou-se da política e dedicou-se ao trabalho como empresário.
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