
Operação “Red Light” prendeu nove acusados e está à procura de um foragido
A Polícia Civil desarticulou, na manhã desta
segunda-feira (2), com a prisão de nove pessoas, um esquema de
prostituição de luxo que abrangia todo o Distrito Federal e também
outros estados. As prisões são fruto da operação “Red Light”, uma alusão
à zona de prostituição de Amsterdã, na Holanda, e teve as investigações
iniciadas em junho.
“Essa foi uma operação extremamente positiva, atingiu
nosso objetivo e entendemos que conseguimos desarticular esses núcleos
que eram responsáveis por fazer o aliciamento, o agenciamento e o
tráfico interno de mulheres para outros estados”, explicou a titular da
Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Ana Cristina
Santiago.
A operação foi desencadeada devido à alta demanda de
mulheres que procuraram a Deam para informar que queriam sair da
prostituição, mas que eram ameaçadas por esse motivo. Ao mesmo tempo, a
delegacia iniciou as investigações para evitar práticas de prostituição
de forma ilícita durante a Copa das Confederações.
Com o andamento dos procedimentos policiais, agentes
da PCDF identificaram três núcleos distintos que atuavam em todas as
regiões administrativas e davam suporte à prostituição de luxo que
ocorria, principalmente, no Sudoeste e na Asa Norte. As peças-chave
desse grupo eram quatro homens, cinco mulheres e um travesti.
Segundo a delegada, em determinados programas, o
preço cobrado era de R$10 mil. No entanto, grande parte desse valor
ficava com os aliciadores e agenciadores que alugavam locais, carros e
davam suporte para que os programas ocorressem tanto no DF como em
outros estados.
“A atividade, praticada isoladamente, não é ilícita.
Porém, identificamos pessoas que agenciavam, que locavam carros, locavam
imóveis e depois sublocavam para a prostituição e ainda aumentavam o
valor do aluguel para terem mais lucro. Temos registros de moças que
foram levadas até para a Paraíba”, informou a titular da Deam.
Entre as nove pessoas presas durante a deflagração da
operação, uma delas é um policial militar. Na casa desse acusado, na
Asa Norte, foram encontradas várias unidades de anabolizantes, relógios
de luxo, equipamentos de informática e R$ 1,8 mil em espécie.
Com os demais acusados, a polícia apreendeu 24
veículos que eram usados pelas mulheres agenciadas para a realização de
programas.
Os presos responderão por tráfico interno de pessoas,
rufianismo – quando se tira proveito da prostituição alheia – e
associação criminosa, com penas que chegam até seis anos por cada
delito. O policial, no entanto, foi indiciado por esses crimes e por
fazer o comércio ilegal de anabolizantes, o que aumenta a pena para até
15 anos de reclusão.
Eles serão encaminhados à Penitenciária da Papuda,
onde ficarão à disposição da Justiça. Segundo a polícia, uma pessoa
integrante do esquema está com o mandado de prisão expedido, porém,
encontra-se foragida. (Fábio Magalhães, da Agência Brasília)