
ossada humana encontrada no Setor Residencial Oeste de Planaltina (DF) no último dia 21
pertence ao auxiliar administrativo Antônio Pereira, de 32 anos. O caso
de Antônio ficou conhecido como o ‘Amarildo do DF’, porque assim como o
Amarildo da Rocinha, no Rio de Janeiro, ele desapareceu após uma
abordagem policial. O anúncio foi feito oficialmente pelo diretor-geral
da Polícia Civil do DF, Jorge Xavier, na manhã desta segunda-feira (9).
Durante seis meses, a família cobrou das autoridades, em especial da
Polícia Militar, explicações. Quando a ossada foi encontrada, os
parentes desconfiaram que se tratava do rapaz, principalmente por conta
das peças de roupa encontradas junto com os ossos. Para tirar as
dúvidas, os parentes foram chamados para coletar o material genético que foi comparado à ossada.Antônio foi visto pela última vez no dia 26 de maio deste ano no bairro Arapoanga em Planaltina, região administrativa do DF. Desde então, a PM é investigada e apontada como responsável pelo sumiço do rapaz. O último contato com a mãe foi logo depois de um almoço daquele domingo. Depois, Antônio desceu a escada usando a melhor roupa que tinha e avisou que iria assistir a um jogo de futebol na casa do irmão mais velho, que fica a um quilômetro do local.
A PCDF (Polícia Civil do DF) confirmou por meio de um exame de DNA que a
Apesar desses relatos da família, a polícia garante que o homem seguiu em direção oposta e foi parar em uma chácara que pertence ao sargento da PMDF Valdemiro Salustriano de Souza. Com um pouco de resistência, o militar aceitou conversar com a reportagem e acusou Antônio de ter invadido a propriedade dele, mas não registrou queixa em nenhuma delegacia da capital federal.
Para se defender, explicou o porquê não registrou boletim de ocorrência sobre a suposta invasão.
— Ele parecia estar bêbado ou drogado, não me aparentava ser bandido. Por isso não registrei ocorrência.
Para os investigadores, uma das hipóteses é que o homem tenha decidido
sumir por conta própria, mas esta é uma versão impossível para os
familiares, em especial para o irmão dele.
Silvestre Pereira, irmão do rapaz, relatou que moradores do Setor de Chácaras de Planaltina viram Antônio sem camisa e com cortes nos braços enquanto caminhava por uma estrada de terra.
Silvestre Pereira, irmão do rapaz, relatou que moradores do Setor de Chácaras de Planaltina viram Antônio sem camisa e com cortes nos braços enquanto caminhava por uma estrada de terra.
— Foi uma operação mal sucedida e queremos resposta. Acreditamos sim
que mataram meu irmão, que é alcoólatra e precisava tomar injeção de
glicose com frequência no Hospital de Planaltina. Nunca mais achamos
nenhum registro no nome dele em nenhum lugar do DF, ou seja, ele foi
milagrosamente curado?
Diante das denúncias, a Corregedoria da PMDF abriu investigação para
ouvir os dois sargentos e os quatro cabos que participaram da abordagem.
O advogado da família, Lairson Bueno, acompanhou de perto o andamento do processo para adiantar a investigação e o reconhecimento da ossada. Após receber o anúncio, a família de Antônio foi ao IML (Instituto Médico Legal) para resolver os trâmites legais, mas ainda não há previsão de quando os restos mortais do auxiliar administrativo poderão ser enterrados.
A Polícia Civil disse, por meio de nota, que o inquérito foi retirado da Delegacia de Divisão de Repressão a Sequestros e encaminhado à Coordenação de Homicídios. Ainda não se sabe a causa da morte.
O advogado da família, Lairson Bueno, acompanhou de perto o andamento do processo para adiantar a investigação e o reconhecimento da ossada. Após receber o anúncio, a família de Antônio foi ao IML (Instituto Médico Legal) para resolver os trâmites legais, mas ainda não há previsão de quando os restos mortais do auxiliar administrativo poderão ser enterrados.
A Polícia Civil disse, por meio de nota, que o inquérito foi retirado da Delegacia de Divisão de Repressão a Sequestros e encaminhado à Coordenação de Homicídios. Ainda não se sabe a causa da morte.