
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen
Lúcia será empossada hoje (12) no cargo de presidente da Corte pelos
próximos dois anos. Ela substituirá o ministro Ricardo Lewandowski, cujo
mandato terminou. A cerimônia está marcada para
as 15h. Cerca de 2 mil pessoas foram convidadas, entre elas o presidente
Michel Temer, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e
do Senado, Renan Calheiros, além de outras autoridades. Na abertura, o
cantor Caetano Veloso vai cantar o Hino Nacional. Na
cerimônia, a ministra quebrará o protocolo do Supremo e não haverá a
tradicional festa de recepção aos convidados, bancada por associações de
magistrados em todas as posses de ministros da Corte.
Na semana
passada, ao participar da última sessão na Segunda Turma, ela disse que
não gosta de festa, mas de processo. Cármen Lúcia
Antunes Rocha tem 62 anos, foi indicada para o Supremo pelo
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tomou posse em 2006. A
ministra nasceu em Montes Claros (MG) e formou-se em direito pela
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC), em 1977.
Ela
será a segunda mulher a assumir o cargo. A primeira foi a ex-ministra
Ellen Gracie. No seu dia a dia na Corte, Cármen
Lúcia mantém hábitos simples, como ir trabalhar em seu próprio carro.
Ela é a única integrante do colegiado que não utiliza carro oficial com
motorista. A ministra é solteira, não tem filhos e mora em um
apartamento funcional do STF, em Brasília.
Em
2007, ela também quebrou a tradição na Corte e foi à sessão usando calça
comprida. Antes disso, uma regra interna determinava que mulheres só
poderiam entrar no plenário usando saia.
Antes
mesmo de assumir a cadeira de Lewandowski, Cármen Lúcia deixou claro,
durante sessão recente, que prefere ser chamada de presidente e não de
presidenta. "Eu fui estudante e sou amante da língua portuguesa. Acho
que o cargo é de presidente, não é não?", afirmou, no mês passado.