
A Operação Cerrado, iniciada em 2011,
criou sete grupos de trabalho: três em Luziânia, dois em Águas Lindas e
outros dois em Formosa
O Ministério da
Justiça prorrogou a atuação da Força Nacional de Segurança Pública nas
ações da Operação Cerrado desenvolvida nas cidades do Entorno do
Distrito Federal. A portaria publicada nesta sexta-feira (3/1) no
Diário Oficial da União determina o prazo de mais 180 dias, podendo ser
prorrogada.
Atualmente no Entorno
existem quatro delegados, seis agentes da força judiciária e quatro
peritos criminalistas. Segundo o coronel Almeida, o efetivo da força
ostensiva é variável. “Agora teremos um apoio específico, principalmente
na parte preventiva. A atuação da Força Nacional vai depender de um
planejamento que é feito semanalmente baseado nas estatísticas, sob
coordenação da Polícia Militar”, disse.
A
Operação Cerrado, iniciada em 2011, criou sete grupos de trabalho: três
em Luziânia, dois em Águas Lindas e outros dois em Formosa. O coronel
Almeida explica que agora o planejamento e as ações já estão ocorrendo
nas 19 cidades goianas que fazem parte do Entorno do Distrito Federal.
São grupos permanentes, integrados por policiais militares e civis que
dão continuidade às diligências iniciadas pela Operação Cerrado.
“A
nossa perspectiva de criminalidade diminuiu. Tivemos uma queda nos
índices de cerca de 10% em relação a 2012 e isso já é importante”,
salienta o coronel Almeida. Segundo dados da Gerência de Análise de
Informação Secretaria de Segurança Pública e Justiça de Goiás, de
janeiro a novembro de 2013, houve o registro de 1.377 homicídios,
tentativas de homicídios e latrocínio (roubo seguido de morte). No ano
de 2012, foram registradas 1.562 ocorrências desses crimes e 1.461 em
2011, apenas na região do entorno de Brasília.
Quanto aos
registros de roubos e furtos no Entorno, foram 24.306 registros em 2011,
25.413 em 2012 e, de janeiro a novembro de 2013, foram 24.725
ocorrências registradas. A secretaria divulga ainda os registros de
estupros: 136 em 2011, 134 em 2012 e 127 de janeiro a novembro de 2013.
O
coronel Almeida conta que até que as equipes das polícias do estado de
Goiás não estejam bem constituídas, o estado continuará solicitando
apoio da União, conforme a necessidade. “Quanto mais forças somar
melhor. O estado ainda está colocando em prática os seus concursos,
tanto da Polícia Civil quanto da Polícia Militar, então esperamos que
dentro de um ou dois anos, o nosso efetivo esteja mais reforçado”,
observou.
Fonte: Correio Braziliense