CONTÊINERES PARCIALMENTE ENTERRADOS SÃO TESTADOS EM BRASÍLIA

Contêineres parcialmente enterrados têm sido testados para armazenamento de lixo em Brasília. Alguns já foram instalados em quadras comerciais da Asa Sul, em Brasília. Cada um deles substitui até cinco caçambas convencionais. Eles são feitos de plástico e ficam enterrados com uma parte para fora.  

Para o período de testes, o SLU (Sistema de Limpeza Urbana) e a Administração de Brasília  instalaram 40 contêineres nas quadras 201/202, 209/210, 402/403, 404/405, 406/407 e 409/410. Segundo o GDF, as peças já instaladas não gerarão custo ao governo nem aos proprietários dos estabelecimentos.

Caso a iniciativa seja aprovada, o custo será negociado entre as partes.  

— A ideia é ampliar para todas as outras, inclusive para as residenciais, afirma o diretor do SLU, Gastão Ramos.   Ainda de acordo com ele, caso a iniciativa seja aprovada pela população, a licitação será feita este ano e a previsão é que seja implantada definitivamente até 2015.  

Os novos equipamentos, que serão enterrados em quase sua totalidade, terão três metros de altura e de dois a cinco metros cúbicos de volume, com capacidade para suportar o conteúdo armazenado em cinco contêineres convencionais. Eles serão fabricados com material plástico e terão o formato de um copo, que terá um saco feito de ráfia, tecido a base de fibra, onde ficará o lixo descartado pelos comerciantes. O novo sistema seguirá as regras da coleta seletiva, com a separação de plásticos, vidros e lixo orgânico.  

Ao contrário dos contêineres metálicos, eles serão instalados nas pontas das quadras, de forma a não atrapalhar a passagem dos pedestres nas calçadas, e a uma distância considerável dos estabelecimentos. Para que nenhum morador de rua ou catador individual tenha acesso ao conteúdo descartado, as tampas foram fabricadas de forma a não se manterem abertas sem a presença do usuário responsável.  

De acordo com o GDF, o lixo será recolhido por caminhões específicos disponibilizados pela mesma empresa que já atua nesse segmento no DF. Eles terão uma haste metálica que puxará o saco dos contêineres, com capacidade de suportar até cinco toneladas. Após esse processo, o coletor despejará o conteúdo na caçamba, limpará o equipamento e reposicionará o saco no mesmo local.  

Do R7