Parece que o ex-ministro do Trabalho e atual presidente nacional do PDT Carlos Lupi gosta mesmo de se envolver em confusão. Desta vez, uma empresária do setor de transportes afirmou ter dado R$ 200 mil a Lupi como suborno para adiantar a criação de um sindicato. Segundo a revista Istoé, Ana Cristina Aquino confirmou ter levado o dinheiro para Lupi no próprio gabinete do ex-ministro, em Brasília, no segundo semestre do ano de 2011, com o objetivo de acelerar a obtenção do registro do Sindicato dos Cegonheiros de Pernambuco (Sincepe)."Fui muito bem atendida, tomamos café, o ministro muito sorridente.
Falava que ia ser o código sindical mais rápido da história, ele [Lupi] brincava com isso", disse. Após o suposto pagamento, segundo Aquino, o processo de criação do Sincepe "andou em um dia o que andaria em um mês". A empresária disse ainda à publicação também ter pago R$ 500 mil ao secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Pepe Richa, irmão do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), para abrir uma filial de sua empresa. Ele nega e diz temer que "interesses políticos estejam envolvidos".
Já o ex-ministro Carlos Lupi (PDT), que ocupou o Trabalho de 2007 a 2011, classificou as acusações da empresária Ana Cristina Aquino como "surreais" e "inverossímeis". Ele disse que nunca esteve com ela e que não há registro da suposta presença da empresária no ministério. "Vou colocá-la na Justiça e espero que vá para a cadeia", disse. O Ministério do Trabalho informou que o processo de criação do Sincepe foi cancelado no último dia 23, por força de uma ordem judicial datada de abril de 2012, que apontou irregularidades na assembleia de fundação da entidade.
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