Em 2013, a CEB gastou quase R$ 80 mil para substituir os fios de cobre furtados em todo o DF. Ladrões estão roubando fios de cobre da subestação da CEB (Companhia Energética de Brasília) e clínicas da Asa Sul, área central de Brasília, estão ficando sem energia. Das 32 câmeras de segurança do centro clínico, que funciona na quadra 910, apenas dez estão funcionando. O síndico do prédio, Carlos José de Aguiar, explicou que o portão eletrônico quebrou e o computador queimou em função dos decorrentes picos de energia elétrica.
— Está havendo alguma coisa errada, porque a central de alarme de incêndio disparou, a variação de energia é muito intensa, houve parada momentânea dos elevadores e isso passou a gerar transtornos para as clínicas, que atrasaram consultas e ficaram com os sistemas fora do ar.
No local funcionam 11 clínicas e quase todas tiveram problemas. A gerente de uma delas, que atende 200 pacientes que precisam de hemodiálise todos os dias, Letícia Albuquerque, disse que os danos são grandes.
— Atendemos pacientes renais, eles fazem tratamento continuado e com essas quedas houve atraso no turno de mais de uma hora e meia.
Diante dos problemas, o síndico ligou para a CEB e foi informado que os fios de cobre da subestação de abastecimento, que fica a menos de 100 metros do prédio, foram furtados.
Com isso, os fios que sobraram ficaram sobrecarregados e, consequentemente, acontecem as quedas de energia. O problema é que este teria sido o segundo furto em menos de 15 dias.
— Percebemos que há uns 10 dias eles estavam fazendo a substituição dos fios no mesmo local. É estranho, quer dizer que houve outro furto no mesmo lugar assim tão rápido?
Dados da CEB também mostram que em 2013 foram furtados mais de 4 mil cabos de cobre, o que custou para a companhia quase R$ 80 mil.
O superintendente de manutenção da CEB, Paulo Ângelo Vale, disse que todas as medidas cabíveis para sanar os problemas estão sendo tomadas.
— Isso é uma verba que não está prevista no nosso orçamento, então não temos previsão de quando teremos o dinheiro. O que sabemos é que é necessário ter material suficiente para atender o consumidor.
Para evitar os constantes furtos, foram colocadas travas nas subestações. As ocorrências diminuíram, mas ainda há casos frequentes. Diante disso, Vale disse que está estudando uma parceria com a polícia.
— As pessoas que cometem esse tipo de delito buscam o fio de cobre para revendê-lo, porque é um metal muito caro. Se a gente conseguir uma parceria com a Secretaria de Segurança Pública para coibir a venda, poderíamos ter uma redução significativa.
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