PROCESSOS SE ARRASTAM UM ANO APÓS TRAGÉDIA NA BOATE DE SANTA MARIA

Não há previsão de quando os responsáveis irão a julgamento. Principais acusados continuam em liberdade. O incêndio na boate Kiss, que matou 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos na cidade de Santa Maria (RS), completa um ano nesta segunda-feira (27). Neste período, mais de 90 sobreviventes testemunharam e 24 audiências foram realizadas, o que resultou na formação de um processo de 11 mil páginas na 1ª Vara Criminal da Comarca de Santa Maria. Apesar da enorme quantidade de trabalhos e informações, não há previsão de quando os responsáveis irão a julgamento. Os quatro principais acusados seguem em liberdade.

Acusados de homicídio, os dois sócios da boate (Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann) e os dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira (Marcelo dos Santos e Luciano Augusto Leão) não devem responder diante de um Tribunal do Júri tão cedo. A defesa de um dos réus, por exemplo, solicitou a inquirição de mais 25 vítimas, o que ainda deverá ocorrer. Depois disso, o juiz de Direito Ulysses Fonseca Louzada passará a ouvir outras pessoas, como testemunhas e peritos. Para isso, serão marcadas novas audiências.

Presos desde a tragédia, os suspeitos tiveram a liberdade provisória expedida pelo próprio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A banda se apresentava no palco da boate no momento em que o fogo começou. A principal acusação é a de que o artefato pirotécnico utilizado pelo grupo tenha entrado em contato com a espuma do teto do local e causado o fogo. A fumaça originada com esta faísca produziu gases tóxicos que asfixiaram as vítimas, segundo inquérito concluído pela Polícia Civil do Estado.

Último Segundo