
A família do adolescente Lucas Neres, de 16 anos, precisa de ajuda para
o jovem fazer um transplante unilateral de pulmão no Canadá, único
lugar no mundo a oferecer o tratamento que o rapaz precisa para
sobreviver. Ele nasceu com uma rara doença chamada "bronquiolite
obliterante", problema respiratório provocado por um vírus que destrói,
principalmente, os pulmões.
O estágio é avançado e ele respira apenas com um quarto do pulmão direito e com apoio de um cilindro de oxigênio 24 horas por dia. O pulmão esquerdo precisou ser totalmente retirado.
Desde 2010, a TV Record Brasília acompanha o caso de
Lucas, que recebeu ajuda de muitas pessoas, inclusive dos jogadores do
Palmeiras, clube pela qual tem grande paixão. Para muitos, a história do
adolescente é exemplo de superação.Em novembro de 2013, a médica que cuida do rapaz no Distrito Federal conseguiu fazer contato com um médico brasileiro que atua no Canadá e é especialista na cirurgia que o garoto precisa realizar, mas ele só voltará ao País em 2018, tempo que Lucas não pode esperar.
O tratamento não é oferecido no Brasil nem em nenhum outro lugar do mundo e os custos para a viagem são grandes. A mãe de Lucas, Irani Neres, contou que precisa arrecadar cerca de US$ 300 mil para custear toda a viagem. O valor inclui as passagens de ida e volta dos dois, hospedagem e alimentação, e a internação do garoto por dois meses, tempo necessário para preparo antes da cirurgia e observação pós-operatório.
— A gente conta com ajuda de todos que têm essa rede de solidariedade em torno do Lucas, que sabem das nossas dificuldades. A Mancha Verde, escola de samba do Palmeiras, e o próprio clube, também estão se movendo para nos ajudar de alguma forma. Esse é o tratamento que meu filho precisa para sobreviver e levar uma vida normal.
Mas mesmo diante de tantas dificuldades para respirar e andar, em
função de uma artrite juvenil, Lucas leva a vida do jeito que pode. O
computador, doado pelos parceiros do Balanço Geral DF, virou alternativa para manter contato com os amigos e até com as paqueras.
O vídeo game também virou passa tempo. Apaixonado pelo Palmeiras, o
jovem veste a camisa do time e dá um verdadeiro baile em quem tenta
disputar uma partida com ele no jogo.
Depois da descontração e aproveitando os raros momentos ao ar livre, Lucas confessou para a reportagem da TV Record Brasília que queria ter uma vida normal.
— Sinto muita falta de jogar bola e soltar pipa, mas não posso mais.
Para muitos especialistas, Lucas não deve chegar a maior idade. Uma
morte súbita pode acontecer a qualquer momento, apesar do tratamento
intensivo desenvolvido pelo Hospital da Criança.
A família tenta lidar com as dificuldades e sobrevive com uma renda
mensal que não chega a R$ 1 mil. Por isso, a mãe do rapaz faz um apelo.
— Conto mesmo com a ajuda de todos vocês, com ajuda de quem pode. Qualquer coisa é bem vinda.
Um jovem estudante apaixonado pela Matemática e pelo esporte que tem o
sonho de voltar a conviver com os amigos, ter uma namorada, jogar
futebol, soltar pipa e, acima de tudo, viver.
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Irani Neres Santana