
Um ex-padre argentino, que enviou duas cartas ao Papa em defesa dos
homossexuais, casou-se nesta sexta-feira com outro homem, em Buenos
Aires. Aos 18 anos, o ex-padre realizou uma mudança radical em sua vida,
deixando sua namorada, abandonando a carreira de medicina e entrando
para o seminário.
Anos depois, revelou sua orientação sexual e deixou a batina. A saída ocorreu repentinamente, há 14 anos, depois de ser promovido a diretor do Instituto de Catequese da província de Mendonza pelo arcebispo local.
Anos depois, revelou sua orientação sexual e deixou a batina. A saída ocorreu repentinamente, há 14 anos, depois de ser promovido a diretor do Instituto de Catequese da província de Mendonza pelo arcebispo local.
"Atrevo-me a tornar-me porta-voz de um grande grupo de pessoas, a
comunidade homossexual, e simplesmente, com humildade, peço
encarecidamente que incentive, estimule, promova e acompanhe um maior
aprofundamento na teoria moral sexual sobre a experiência da pessoa
homossexual", escreveu o então padre em uma de suas cartas a Francisco.
Depois de deixar o sacerdócio, Gioeni teve várias profissões, como
garçom em um bar gay, estudante de teatro, modelo, e estampou a capa de
uma revista voltada para o público homossexual. A Argentina tornou-se,
em 2010, o primeiro país da América Latina a legalizar o matrimônio
entre pessoas do mesmo sexo.