O Distrito Federal foi a unidade da federação que, proporcionalmente à sua população, mais destinou recursos para a saúde em 2013. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o governo local investiu na área R$ 924,12 para cada habitante, o que representa aproximadamente 350% a mais do que o último colocado, o Pará.
O valor também é mais que o dobro do gasto com saúde per capita do Estado brasileiro mais rico, São Paulo (R$ 451,07). Logo atrás do DF no ranking aparecem o Tocantins, que aplicou na área R$ 903,17 para cada habitante, e o Acre, com um gasto per capita de R$ 770,20. Segundo o IBGE, os R$ 18,9 bilhões destinados pelo DF para a saúde representaram 13,6% de seu orçamento total no ano passado.
De acordo com o governo, a verba foi utilizada para ampliar e modernizar a infraestrutura da rede pública. Foram feitas reformas em 13 hospitais e 15 postos de saúde, além da construção de quatro Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e três Clínicas da Família.
O investimento na rede não foi suficiente, contudo, para acabar com a falta de médicos, salas de cirurgia e leitos de UTI. No ano passado, a Defensoria Pública do DF entrou com 1.396 ações, uma média de quatro por dia, contra a Secretaria de Saúde para garantir o acesso de pacientes a hospitais. Além disso, segundo reportagem do G1 publicada ontem, mais de 600 pessoas aguardam atualmente na fila de espera da rede pública por uma cirurgia na boca, laringe e glândulas salivares. Já no Hospital Materno Infantil de Brasília, um bebê aguarda há seis meses por uma cirurgia de hérnia.
Jornal Destak
