
Após sofrer com a perda da audição, o padre Angelo Rossi, 62,
morador de Descalvado (243 km de São Paulo), passou a utilizar a
internet, e mais notadamente o Facebook, como ferramenta de
evangelização. Pela rede social, ele aconselha e conversa com fiéis,
indica textos bíblicos e até recebe confissões à distância. Em seu
perfil, ele possui mais de 4.000 amigos.
"Há muita gente
precisando de ajuda e que precisa de alguém para ouvir, para oferecer
socorro nos momentos difíceis momento", disse o religioso, em entrevista
do UOL.
Até o fim de 2013, o religioso não
utilizava o Facebook e mal sabia ligar um computador. Mas ele conta que,
depois de ter uma meningite que o fez perder a audição em 2010, ele
chegou à conclusão que a internet poderia ser utilizada como forma de
evangelização. A partir de então, aprendeu informática e começou seu
trabalho. Atualmente, ele conseguiu recuperar parte da audição com uso
de um aparelho auditivo coclear e reza missas apenas ocasionalmente.
"Com a doença e a surdez, encontrei dificuldades de continuar o meu
trabalho como sacerdote à frente de uma paróquia", conta ele, que atuava
em Americana (100 km de São Paulo). "Então, decidi me aposentar e
voltei a Descalvado, onde sou pároco."
O religioso disse ainda
que utilizar o Facebook foi a forma que encontrou para continuar
pregando a palavra de Deus. "Eu temi que não pudesse mais evangelizar.
Mas, depois de muito tempo, vi que o computador e a internet eram opções
para continuar meu ministério", explica.
Confissão sem sacramento
Segundo Rossi, a procura pelo aconselhamento é grande. "Tenho muitos
amigos na região de Campinas, pessoas com as quais convivi por muito
tempo. Então, converso muito com eles." Ele afirmou ainda que, quando se
depara com uma confissão, tenta chamar o fiel para uma conversa
pessoalmente.
Ele ressaltou que, embora as leis da Igreja não
permitam a confissão de outra forma que não seja a presencial (para que o
padre possa escutar, pessoalmente, as palavras do fiel), a Igreja tem
ciência de sua atividade e que, até o momento, não houve nenhum
comentário contrário.
"Eu não faço o sacramento, mas tento
orientar. Para os que estão longe, encaminho ao padre mais próximo.
Basicamente, eu ouço as pessoas em suas dificuldades e problemas para
tentar ajudá-las", detalha o religioso. Ele afirma acreditar que a
Igreja não vá se opor ao trabalho, a menos que ele faça algo que não
seja permitido.
A reportagem entrou em contato com a CNBB
(Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) para que a instituição
comentasse o caso, mas foi informada que ninguém poderia falar pela
entidade até terça-feira (22) em razão dos feriados de amanhã e de
segunda-feira. A Diocese de Limeira, que responde por Descalvado, também
foi procurada, mas ninguém foi encontrado para comentar.
A
proposta era irrecusável: você curtia no Facebook a foto acima e com
isso ajudava os irmãos Evelyn, 1, e Remy,7, a ganhar um gato. Ninguém
resistiu, e os mil ""curtir"" exigidos pelo pai das crianças em troca do
bichano acabaram superando a marca de 20 mil cliques. Em um dia. Uma
semana após a publicação, a imagem da família norte-americana já foi
curtida mais de 110 mil vezes e compartilhada 104,8 mil vezes. E as
crianças, é claro, já ganharam seu gato.
"Vício" na fé
O padre Angelo Rossi afirma ainda que costuma permanecer online muitas
horas por dia -- já ficou até às 4h da madrugada atendendo fiéis. "É
quase um vício, mas, nesse caso, é para a evangelização, para o bem.
Senti no meu coração um desejo de alcançar os que estão mais distantes."
Segundo o sacerdote, o contato pelo computador também ajuda as pessoas a
falarem com menos reserva sobre seus problemas. Isso porque as pessoas
sentem-se mais à vontade para conversar, contar seus problemas e
dúvidas.
"Às vezes a pessoa está em casa e precisa de um
conselho, uma bênção, uma palavra amiga naquele momento. Eu sempre estou
aberto para que as pessoas venham falar comigo. Elas pedem mensagens de
apoio e carinho e a gente tem essa troca, é bem rápido. O Facebook é
uma graça e é mais um caminho para encontrar Deus e sua palavra",
conclui.
Fonte: Uol