De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (25) pelo Comitê de
Combate à Pirataria do DF, número de prisões por pirataria no Distrito
Federal em 2013, aumentou em 48%. Foram 183 detidos em 2012 e 271, no
ano passado.
O resultado é uma consequência da crescente troca de informações entre
os órgãos que compõem o colegiado do Governo do Distrito Federal, em
especial a Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e a Delegacia de
Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DCPim).
Segundo José Grijalma Farias, secretário da Ordem Pública e Social, a
pirataria é um crime culturalmente aceito e incentivado pela população.
— É preciso que os órgãos competentes se unam, troquem informações e
preparem operações mais planejadas com o intuito de penalizar os
envolvidos e diminuir drasticamente esse mal que assola o país.
SIA tem maior número de apreensões
Quase a metade do total de presos, 120, comercializava produtos na
região administrativa do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).
Desses, 110 eram donos e funcionários de bancas na Feira dos Importados
de Brasília. Os demais trabalhavam de forma ambulante nas proximidades
do centro comercial. Em 2012, a quantidade de detidos por pirataria no
SIA chegou a 39, ou seja, 207,69% a menos que no ano passado.
Taguatinga também registrou crescimento no número de prisões, puxado
pelas intervenções na área externa da Feira dos Importados. Em
comparação a 2012, o ano passado sofreu aumento de 103,84% nas prisões.
Foram 53 detidos, contra 26 do ano anterior.
— No estacionamento da feira de Taguatinga ocorre a venda em atacado de
mídias piratas, as quais abastecem outras feiras do DF e o comércio
ambulante. Os preços da mercadoria variam. Mas um DVD de filme pode
custar até R$ 3.
Além do SIA, que teve 255.368 produtos apreendidos, Taguatinga
(250.870), Ceilândia (165.746), Gama (96.824) e Planaltina (83.599)
estão na lista do maior número de produtos piratas confiscados.
Produtos apreendidos
O aumento no número de prisões favoreceu a diminuição da oferta de
mercadorias falsificadas nas feiras e ruas do DF. Tanto que o número de
apreensões fechou praticamente estável, depois de ter registrado alta de
11% no comparativo entre 2011 e 2012. Foram recolhidos 1.234.846
produtos em 2013, contra 1.279.580 no ano anterior.
Os CDs e DVDs foram maioria entre os produtos apreendidos: 1.137.957,
ou 91% do total. Houve, ainda, a apreensão de óculos (88.353), celulares
(7.292), relógios (849), roupas (698), eletrônicos (36) e outros
produtos - como guarda-chuva e acessórios para celular, contabilizados
em 429.
A fiscalização também ficou mais abrangente. Somente oito das 31
regiões administrativas não registraram apreensões de produtos
falsificados no ano passado: Cruzeiro, Brazlândia, Lago Sul, Lago Norte,
Candangolândia, Águas Claras, Park Way e Vicente Pires.
Confira o número de prisões:
SIA: 120 prisões
Feira dos Importados: 110 prisões
Taguatinga: 53 prisões
Feira dos Importados: 36 prisões
Brasília: 20 prisões
Planaltina:16 prisões
São Sebastião: 16 prisões
Gama: 15 prisões
