
Já em regiões mais pobres, o quadro é inverso. Nas regiões administrativas da Estrutural, Varjão e Itapoã, um total de 71% a 76% da população é negra. O fato se explica porque os negros, com baixas rendas, foram morar nas regiões de menor poder aquisitivo, criadas essencialmente a partir de invasões e de assentamentos, mais distantes do centro da capital.
Isso significa que a menor instrução leva a empregos menos qualificados e com remunerações menores, o que aprofunda as diferenças entre os negros e não negros.
Em relação à educação, do total de negros do DF, 4,4% são analfabetos incluindo os que sabem apenas ler e escrever e os que possuem alfabetização de adulto, enquanto 9,7% possui ensino superior completo.