Policiais Federais participaram de debate sobre a chamada "PEC da Paz"
Lia de Paula/Agência Senado
Os policiais federais do Distrito Federal decidiram em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (28)
fazer uma paralisação nos serviços de segurança pública da capital
federal para protestar na próxima quarta-feira (4). O encontro aconteceu
na sede do Sindipol-DF (Sindicato dos Policiais Federais do DF), no
Setor de Clubes Sul, área central de Brasília.
Com a decisão, boa parte do efetivo de policiais Militares e Federais
da capital federal vai cruzar os braços e fazer uma manifestação na
Esplanada dos Ministérios. Homens da Polícia Civil e da PRF (Polícia
Rodoviária Federal) de Brasília e outros estados, como Goiás e Minas
Gerais, também devem aderir ao movimento em escalas menores.O encontro está marcado para as 8h no Museu Nacional da República, no Eixo Monumental. Em seguida, os manifestantes seguirão em marcha até o Ministério da Justiça com previsão de chegar até o Congresso Nacional. O presidente do Sindipol-DF, Flávio Werneck, disse que o movimento deve ser encerrado por volta das 14h.
— Vamos manter em funcionamento o mínimo que é estabelecido por lei e o que estiver fora disso vai parar. Essa é nossa previsão inicial.
Os policiais militares, por não poderem fazer greve, farão uma assembleia com toda a categoria no mesmo horário e ponto de encontro dos colegas que vão cruzar os braços. Werneck esclareceu que a intenção não é prejudicar a população, mas chamar a atenção das autoridades para modernização da segurança pública nacional.
— Precisamos equiparar as nossas polícias às de países desenvolvidos. A maior parte dos nossos policiais concorda que a segurança pública atual está defasada e não é mais capaz de "prestar um serviço de qualidade para a população".
Mobilização nacional unificada
No último dia 05, as direções da FENAPEF (Federação Nacional dos Policiais Federais) e do Sindipol-DF firmaram parceria com a Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis) para uma mobilização nacional conjunta.
Representantes das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal da capital federal e de outros estados também estão em negociação com suas respectivas categorias e devem aderir ao movimento na próxima semana.
A expectativa é que pelo menos oito mil policiais participem do evento.
Reinvindicações
No último dia 05, as direções da FENAPEF (Federação Nacional dos Policiais Federais) e do Sindipol-DF firmaram parceria com a Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis) para uma mobilização nacional conjunta.
Representantes das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal da capital federal e de outros estados também estão em negociação com suas respectivas categorias e devem aderir ao movimento na próxima semana.
A expectativa é que pelo menos oito mil policiais participem do evento.
Reinvindicações
Werneck relatou que entre as principais reivindicações está a aprovação
da PEC 51, que trata da desmilitarização da PM, delega aos estados a
faculdade de unir a PM com a civil, estabelece que a polícia brasileira
tenha ciclo completo de polícia, além de mordenizá-la e colocá-la em pé
de igualdade com as polícias de países desenvolvidos. O projeto também
prevê a criação da carreira única.
— Sabemos que cada categoria tem seu pleito, mas as reclamações que forem convergentes tentaremos discutir e resolver em uma só mobilização.
O presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, disse que durante as manifestações a categoria vai entrar com uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a Lei 12.830/13, que amplia a autonomia dos delegados de polícia, em vigor desde o último dia 21 de junho.
— O nosso objetivo é provar que a Polícia Judiciária já existe como uma carreira única e, por isso, não pode ter divisões.
— Sabemos que cada categoria tem seu pleito, mas as reclamações que forem convergentes tentaremos discutir e resolver em uma só mobilização.
O presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, disse que durante as manifestações a categoria vai entrar com uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a Lei 12.830/13, que amplia a autonomia dos delegados de polícia, em vigor desde o último dia 21 de junho.
— O nosso objetivo é provar que a Polícia Judiciária já existe como uma carreira única e, por isso, não pode ter divisões.