O juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública do DF recebeu denúncia do MPDFT
(Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) contra o
ex-governador do DF Joaquim Roriz; suas filhas e neto, Jaqueline Roriz,
Liliane Maria Roriz, Weslliane Maria Roriz Neuls e Rodrigo Domingos
Roriz Abreu; um ex-presidente do BRB; dois diretores do banco,; e dois
empresários.
Além deles, três empresas foram denunciados por improbidade
administrativa, cujas sanções estão previstas na Lei 8.429/92.
De acordo com o MPDFT, em 2004, os sócios de uma das empresas teriam
buscado a intervenção do então governador do DF, Joaquim Roriz, para
conseguir a concessão e repactuação de dois empréstimos irregulares
junto ao BRB. O montante da operação teria sido usado na construção do
edifício Monet, em Águas Claras (DF).
Como recompensa, Roriz teria recebido doze apartamentos no referido
condomínio, todos negociados de forma fictícia através de outra. Segundo
a denúncia, os imóveis seriam de uso dos familiares de Roriz que estão
citados na ação.
Após o recebimento da denúncia, a ação seguirá os tramites processuais
previstos em lei. Comprovadas as acusações, os réus poderão ser
condenados a penas que vão desde a perda dos direitos políticos,
devolução de prejuízos aos cofres públicos até pagamento de multa.
Procurado pelo R7 DF, o adovogado de Joaquim Roriz, Eri Varela, afirmou que o ex-governador vai se defender da denúncia em "tempo oportuno".
Do R7