Ataques aéreos israelenses contra o Hamas em Gaza atingiram uma mesquita e um centro para pessoas com deficiência, provocando a morte de duas mulheres. O número de mortes entre os palestinos desde o início da ofensiva já passa de 120, conforme autoridades palestinas. As Forças Armadas israelenses disseram que a mesquita escondia foguetes como os que foram utilizados em disparos militantes de Gaza contra Israel em resposta à ofensiva de cinco dias.
Os militares disseram ainda que investigam alegações sobre os outros locais atingidos. Em Israel, o fluxo contínuo de foguetes não provocou nenhuma morte. O porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza Ashraf al-Kidra ressaltou que ataques israelenses durante a noite elevaram o número de mortos a mais de 120, com mais de 920 feridos. Neste sábado, a ofensiva não mostrava sinais de desaceleração.
O ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, disse que o país deve se preparar para mais dias de confronto. "Vamos continuar punindo o Hamas até o retorno da calma e segurança para o sul de Israel e o resto do país", disse Yaalon após reunião com autoridades de segurança. O Hamas acusa Israel de atingir mais de uma mesquita com os ataques. "O bombardeio de duas mesquitas em Gaza durante a madrugada mostra quão bárbaro é esse inimigo e quão hostil é ao Islã", disse Husam Badran, porta-voz do Hamas em Doha, no Qatar.
