Casino alerta Abilio Diniz sobre quebra de acordo de acionistas

A quebra do acordo está relacionada com uma possível fusão com o Carrefour

O grupo varejista francês Casino alertou seu parceiro Abilio Diniz, presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar, quanto a uma possível negociação com o rival Carrefour às escondidas, afirmando que uma abordagem do tipo desrespeitaria o acordo existente entre ambos.O Casino entrou com pedido de arbitragem internacional contra a família Diniz, com quem divide o controle do Pão de Açúcar, em meio a especulações de que o presidente do conselho da maior varejista do Brasil tenha abordado o Carrefour para discutir uma possível fusão.

Diniz teria iniciado as negociações após temer que Wal-Mart e a chilena Cencosud estivessem interessadas em adquirir os ativos brasileiros do Carrefour, segundo uma fonte disse à Reuters.O Casino, que afirmou à Reuters na última semana não ter concedido aprovação para que a família Diniz iniciasse as conversas com o rival francês, quer que Diniz cumpra o acordo de acionistas que possui. "O Casino arquivou em 30 de maio um pedido de arbitragem junto à Câmara Internacional de Comércio (ICC) contra o grupo de Diniz", afirmou a companhia francesa em comunicado.

O Casino exige que a família Diniz "cumpra e desempenhe suas obrigações previstas no acordo de acionistas de 27 de novembro de 2006, relacionado à holding criada por ambos, a Wilkes". O pedido junto à ICC serve para lembrar Diniz que ele não pode negociar sem autorização do Casino, afirmou uma fonte.Uma fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil ajudaria a reduzir a fragmentação do setor varejista doméstico, 60% dominado por dez grandes grupos. A associação também garantiria à empresa combinada uma fatia de 28% do mercado e redução de custos de mais de US$ 1 bilhão ao ano, de acordo com estimativa de analistas do Bank of America Merrill Lynch.

As conversas com o Carrefour ocorrem enquanto a família Diniz se prepara para discutir o execício de opção do Casino para adquirir o controle total do Pão de Açúcar, que se torna válido em junho de 2012.Ao unir forças com o Carrefour no Brasil, o Pão de Açúcar ganharia escala e equilibraria a erosão vista nas margens desde que ingressou no segmento de eletroeletrônicos, afirmam analistas.

A empresa combinada teria três vezes o tamanho da unidade brasileira do Wal-Mart, segundo o Bank of America Merrill Lynch.Diniz e Casino criaram em 2005 uma holding chamada Wilkes, por meio da qual controlam seus interesses no Pão de Açúcar.

A Wilkes detém cerca de 66% do poder de voto no Grupo Pão de Açúcar, além de poder eleger membros da diretoria e definir estratégias de forma unânime. O conselho de administração do Pão de Açúcar conta com 14 membros, incluindo cinco representantes do Casino, cinco da família Diniz e quatro diretores independentes.

Países emergentes buscam candidato para FMI, diz África do Sul


As nações emergentes ainda estão conduzindo "uma série de consultas" sobre a escolha de um candidato de seu grupo para ser o novo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou nesta terça-feira o ministro de Finanças da África do Sul, Pravin Gordhan.

Gordhan citou a jornalistas que os emergentes têm até o dia 10 de junho para indicar um candidato de consenso.

Setor público tem superávit primário de R$ 18,1 bi em abril

O déficit nominal foi de R$ 1,59 bilhão no mês passado. A dívida pública representou 39,8% do PIB em abril, ante 39,9% do PIB em março.

O setor público brasileiro registrou superávit primário de R$ 18,1 bilhões em abril, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira. Em 12 meses até abril, a economia feita pelo governo, excluindo os gastos e receitas com juros, foi equivalente a 3,14% do Produto Interno Bruto (PIB).

Dados industriais do Japão impulsionam bolsas asiáticas

As bolsas de valores asiáticas fecharam em forte alta nesta terça-feira (31), com o mercado do Japão subindo por dados que sugeriram uma recuperação da atividade industrial do país após o terremoto de março.

No Japão, o índice Nikkei subiu 1,99%, impulsionado por dados sobre a produção industrial do país.

Embora a expansão de 1% na produção em abril tenha ficado abaixo das expectativas, as manufatureiras elevaram as previsões para maio, prevendo um avanço de 8%. A estimativa anterior era de 2,7%. As companhias também esperam que a recuperação continue em junho, sinal de que estão progredindo na recuperação após o terremoto.

Entre as ações em alta de Tóquio estavam as empresas de energia solar, que devem ganhar espaço como resultado da decisão da Alemanha de fechar todos os reatores nucleares até 2022, uma mudança de política desencadeada pela crise nuclear de Fukushima, no Japão.

A fabricante de painéis solares Sharp ganhou 2,5%, para 759 ienes, e a fabricante de equipamentos de painéis Ulvac se apreciou em 2,5%, para 2.065 ienes.

O índice da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 1,46% às 8h15 (horário de Brasília).

O índice de Seul subiu 2,32%. Em Hong Kong, o mercado ganhou 2,16% e a bolsa de Taiwan avançou 1,87%, enquanto o índice referencial de Xangai teve alta de 1,37%. Cingapura encerrou com valorização de 0,62% e Sydney avançou 0,87%. Da Reuters

Dólar inicia semana em baixa

O dólar comercial apresenta baixa na abertura dos negócios desta segunda-feira (9). Perto das 9h40, a moeda americana estava cotada a R$ 1,614 na venda, desvalorização de 018%.

Na sexta-feira passada, a divisa americana havia recuado 0,49%, para R$ 1,615 na compra e R$ 1,617 na venda. Na semana, contudo, o dólar subiu 2,80%.

Os dados externos são destaque na agenda da segunda semana de maio. Os investidores conhecem uma série de indicadores de inflação nos Estados Unidos e recebem, da China, as vendas no varejo, produção industrial, preços ao consumidor e balança comercial.

Nesta segunda-feira, além dos tradicionais Boletim Focus, balança comercial semanal e Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), os agentes conhecem o IGP-DI do mês passado, que ficou em 0,50%.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga os Indicadores Industriais de março, com a evolução do faturamento, das horas trabalhadas, do emprego, do rendimento médio e do nível de utilização da capacidade instalada.

Amanhã, atenção ao índice de preços de importação dos Estados Unidos. À noite, está prevista a bateria de dados sobre a economia chinesa. Na quarta-feira, além da reação aos números da China, os agentes locais conhecem o IGP-M de abril.

Na quinta-feira, merecem atenção as vendas no varejo no Brasil e nos EUA. Também nos EUA, sai o índice de preços ao produtor.

A semana acaba com a inflação e a confiança do consumidor americano e com o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no primeiro trimestre.

Valor Online